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O Tantra e a Democracia

2 de out.
2 min de leitura

O termo Democracia tem origem no grego antigo dēmokratía, formada pela união de dēmos (povo) e kratos (poder ou governo), significando literalmente "governo do povo".


Segundo o Glossário Eleitoral do TSE, o termo expressa a ideia de que o poder do Estado emana da população.


Já Tantra tem origem no sânscrito, a língua clássica e sagrada da Índia antiga, derivando da raiz verbal tan, que significa "tecer", "compor", "urdir" ou "expandir".


Trama ou Tecido: Literalmente, o termo remete ao ato de tecer em um tear. No sentido figurado, significa entrelaçar ensinamentos, ideias ou energias.


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Vou usar um raciocínio aqui: acredito que existam Forças, Movimentos, Domínios.


Forças de instituições, de pessoas. A Natureza tem sua própria força. Essas forças imprimem algo como uma pressão sobre pessoas, instituições. Sobre a Natureza também, claro.


Quando essas forças encontram matéria, criam Movimentos.


Movimentos de pessoas, de instituições e dela também, a Natureza.


Já Domínios eu entendo como espaços de saber, de conhecer, de fazer, de ser. Esses domínios pertencem, são usados, habitados; novamente: por pessoas, instituições. O Domínio da Natureza dispensa explicação - é o próprio planeta onde vivemos. Algo que é nossa casa, que nos domina e sobre o qual nós, Homo sapiens sapiens exercemos domínio.


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Estamos às vésperas das Eleições 2026 no Brasil. Chegou a hora do pleito: 156 milhões de brasileiros (natos e estrangeiros naturalizados com 16 anos de idade ou mais) escolherão seus representantes políticos. Vencerão os representantes políticos que obtiveram a maioria dos nossos votos válidos e, então, assumirão seus postos em janeiro de 2027. Isso se chama Democracia.


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Tanto Democracia quanto Tantra são domínios abstratos. São estruturas, são campos existenciais, tecnologias milenares (aliás, Tantra parece ser mais antiga que a Democracia) e também são maneiras que nós humanos inventamos para nos organizar, nos encontrar, coexistirmos.


Na Democracia, aprendemos a nos reunir para, por exemplo, votar. É a Eleição, que mais uma vez exercitaremos.


No Tantra - como praticamos aqui no Brasil - também nos reunimos. Não para votar, mas para outros fins.


Há algumas décadas tem sido assim: temos tido toda a liberdade para nos encontrar, para nos (re)conhecermos, nos tocar, sentir, perceber, transformar, viver.


Nossa força é uma representação da vontade (individual, de casais, de grupos) de termos experiências que conduzam nossos corpos a estados interessantes, por assim dizer. Há orgasmos sim. Há prazer, mas às vezes incômodos, aflições, negações, revelações, uniões, separações.


Esse é o Movimento gerado. "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original" (Albert Einstein).

Corpos tântricos jamais seguem iguais ao que eram antes. Corpo não apenas físico, não apenas individual, mas coletivo. Se algo acontece ao indivíduo, isso reflete em outros do seu entorno. Há uma expansão da consciência e das relações, da comunidade e de uma sociedade.


Nossa força de vontade mantém essa energia fluindo. Nosso domínio é a própria vida e a nossa razão de ser.


Viva o Tantra, viva a Democracia. Goze e vote!


Com amor,


Wagner G. Pereira (Mukto)

Fontes:




 
 
 

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